quarta-feira, 8 de agosto de 2012

IBGE facilita download de mapas topográficos do Brasil



O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) disponibilizou em seu site uma versão digital de mapas topográficos do Brasil de forma que o usuário consiga baixá-los mais facilmente. Os dados podem ser utilizados para estudos e estão disponíveis na área de downloads do site do instituto.
O Mapa Índice Digital tem como referência dados do ano de 2011, e traz um conjunto de informações atualizadas relativas ao mapeamento sistemático existente no país, de acordo com o IBGE.
Esta é a quarta edição do Mapa Índice em versão digital desde 2002. Anteriormente, ele só era possível ser obtido pela loja virtual do IBGE ou no Centro de Documentação e Disseminação de Informações (CDDI).
O conteúdo é composto por um conjunto de informações sobre bases cartográficas de referência, permitindo sua recuperação e apresentação tanto para impressão quanto em meio digital. Nesta edição, foram inseridas informações sobre ortofotos  – mosaico de fotos aéreas ortorretificadas -  e modelos digitais de elevação.
O Mapa Índice foi feito para consulta de órgãos governamentais, instituições públicas e privadas, universidades, órgãos de pesquisa e profissionais como engenheiros cartógrafos, geógrafos, geofísicos, estatísticos, planejadores e administradores, bem como professores e estudantes, entre o público geral.
As informações podem ser aplicadas em mapeamento aeronáutico, rodoviário e ferroviário;  legislação de estruturas territoriais, regional e setorial; projetos ambientais; segurança e defesa nacional; estudos e projetos governamentais; projetos de desenvolvimento urbano entre outros.
Para acessar, clique aqui.

Atlas interativo da Amazônia está disponível para consulta



Pesquisadores, estudantes e gestores públicos contam com uma ferramenta a mais para análises ambientais e territoriais na Amazônia Legal. Está disponível para consulta, a partir da última segunda-feira (30), o Atlas Interativo do Macrozoneamento Ecológico-Econômico (MacroZEE) da Amazônia Legal.
O Atlas é um software interativo que permite ao usuário acessar as informações utilizadas na elaboração do MacroZEE da Amazônia Legal, selecionando e cruzando os dados de seu interesse, como as principais atividades produtivas da região, empreendimentos de infraestrutura, áreas protegidas, clima e tipos de solo, entre outras informações.
A ferramenta, que é gratuita, foi desenvolvida pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e elaborada a partir do I3Geo (Interface Integrada para Internet de Ferramentas de Geoprocessamento). Possui interface com todo o catálogo de informações disponíveis no I3Geo do MMZ, de outros órgãos públicos e com os sistemas Google Maps e Google Earth.
Interatividade
“É uma ferramenta interativa com grande potencial de utilização em trabalhos escolares, pesquisas acadêmicas e formulação de políticas públicas”, explica o gerente de Zoneamento Ecológico-Econômico da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Bruno Abe Saber Miguel.
Ele detalha que, para auxiliar os usuários na utilização do Atlas, é possível acessar o próprio documento-base do MacroZEE da Amazônia Legal e, na aba “Ajuda” do Atlas, localizada no canto superior direito da página, existem tutoriais e manuais com instruções de passo a passo para as diversas funcionalidades da ferramenta.
Instrumento de planejamento concebido com o objetivo de assegurar a sustentabilidade do desenvolvimento da região, indicando estratégias produtivas e de gestão ambiental e territorial em conformidade com sua diversidade ecológica, econômica, cultural e social, o MacroZEE da Amazônia Legal foi elaborado em parceria com diversos ministérios e os estados da região, com ampla participação social e instituído pelo decreto federal nº 7.378/2010.
Por fim, o gerente aponta que, além da ferramenta complementar informações para elaboração de pesquisas, estudos e levantamentos, “a divulgação dos dados e informações que integram o MacroZEE da Amazônia Legal atende previsão contida no decreto que o institui e incorpora os princípios e diretrizes presentes na Lei de Acesso à Informação”.

sábado, 4 de agosto de 2012

Brasil domina tecnologia para posicionar satélite em órbita


O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) desenvolveu um subsistema de propulsão para satélite – trata-se de um catalizador movido a hidrazina (derivado químico do petróleo) necessário para mover um satélite em órbita e corrigir o posicionamento. Ao dominar o subsistema de propulsão, o Brasil se torna também independente para criar mecanismo usado na orientação dos foguetes quando ultrapassam a atmosfera.
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, visitou hoje (16) a unidade do Inpe em Cachoeira Paulista, interior de São Paulo, para conhecer o subsistema de propulsão que será usado no satélite de observação Amazônia 1, com lançamento previsto para o próximo ano.
A criação do equipamento é considerada “um salto” tecnológico do Programa Espacial Brasileiro, avalia Heitor Patire Júnior, pesquisador do Inpe e responsável técnico do projeto. “Isso era uma caixinha-preta, precisamos descobrir na raça”, disse ele à Agência Brasil, ao lembrar que atualmente o país precisava comprar pronto o propulsor (como no caso do Brasilsat) ou contar com o desenvolvimento por paceiros (como a China, no caso dos satélites Cbers).
Além do feito tecnológico, o desenvolvimento do propulsor é comemorado como marco industrial em tempo que o governo federal lança medidas para incentivar áreas estratégicas de transformação, como reação à diminuição da produção industrial no país, causada, entre outras razões, pela importação de componentes.
“Nossa indústria ainda não produz 60% dos equipamentos que precisamos para os satélites, mas em cinco anos poderemos chegar a 100% se os investimentos permanecerem”, calcula Patire Júnior, na esperança de que as fontes de financiamento do programa espacial sejam estáveis.
Em 50 anos de existência, a liberação de recursos do programa espacial foi bastante irregular sofrendo com períodos de cortes orçamentários e descontinuidade, o que não estimulou a indústria de base, por exemplo, a tornar-se produtora de liga de alumínio para uso aeronáutico, fundamental para satélites e para os aviões da Embraer. “A indústria vai sobreviver se houver encomenda”.
O desenvolvimento do subsistema de propulsão mobilizou cerca de 50 funcionários do Inpe, responsáveis pela especificação da tecnologia, e mais duas dezenas entre empregados e consultores da empresa Fibraforte, de São José dos Campos (SP), fabricante do equipamento. Além do pessoal contratado diretamente, Heitor Patire Júnior soma mais de uma centena de pessoas que trabalham para os fornecedores da Fibraforte.
A companhia faz parte de um consórcio formado por mais outras duas empresas que há cerca de uma década participam da Plataforma Multimissão (PMM), criada pelo Inpe para servir de base de satélites como o Amazônia-1 e o Lattes. No período, a PMM  investiu aproximadamente R$ 10 milhões no desenvolvimento de peças para os satélites.
Cerca de uma dezena de países tem programas espaciais, e o Brasil é o mais atrasado. Com o desenvolvimento do subsistema de propulsão, o país poderá melhorar a posição no cenário mundial e se aproximar de emergentes, como a China e a Índia.
Dentro do governo, há grande expectativa que a empresa Visiona, criada pela parceria público-privada entre a estatal Telebras e a privatizada Embraer, dê novo impulso ao programa espacial. O modelo foi desenhado pelo próprio ministro Raupp no ano passado, quando presidia a Agência Espacial Brasileira (AEB) para o desenvolvimento do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB).
Conforme acordos internacionais, o Brasil tem até 2014 para lançar o SGB em órbita. Patire Júnior teme que a nova empresa acabe importando muitos componentes e não utilize a expertise do Inpe com o propulsor. “Não podemos ficar na janela, do lado de fora. Qual será o nosso posicionamento ainda não está claro”, salientou.
Fonte: http://www.geodireito.com/?p=5186/ Jornal do Brasil

Vídeo da NASA mostra 40 anos de devastação na Amazônia


A NASA, a agência espacial americana, divulgou um vídeo que registra o intenso desmatamento da Amazônia no estado de Rondônia entre 1975 e 2012. As imagens foram feitas pelos satélites do Landsat, o mais duradouro programa de observação da Terra a partir do espaço, que em 2012 completa 40 anos de existência.
O vídeo mostra um pedaço central do estado de Rondônia pelas lentes dos satélites americanos durante 37 anos. As imagens mostram que o desmatamento na região teve um padrão conhecido como “espinha de peixe”. Esta “espinha” é formada por uma estrada principal e diversas secundárias. O desmatamento avança primeiro ao longo da via principal, a mais antiga, depois pelos novos caminhos que são abertos perpendiculares à estrada original. No vídeo da NASA, a via principal possui 50 quilômetros, e as secundárias, até 4 quilômetros.
Com base nas imagens do Landsat, cientistas avaliam que a taxa de desmatamento da Amazônia entre os anos de 1978 e 1988 foi menor do que se pensava. No entanto, o impacto na biodiversidade foi bem maior. Isso porque o padrão “espinha de peixe” de desmatamento provoca a rápida fragmentação da floresta, isolando as espécies, e cria muito mais bordas entre as áreas desmatadas e a floresta natural, aumentando sua exposição à atividade humana.
 Fonte: Exame

Agência de mapeamento da Grã-Bretanha lança iniciativa global


Geoprocessamento Agência de mapeamento da Grã Bretanha lança iniciativa globalA Ordnance Survey, agência nacional de mapeamento da Grã-Bretanha, desenvolvedora de tecnologia de ponta em informação geográfica, está lançando uma nova organização, para ajudar outros países em todo o mundo a compartilhar e promover o conhecimento em Informação Geográfica (GI, em inglês).
A nova Ordnance Survey International irá, a partir de setembro de 2012, apoiar outras agências nacionais de cartografia e governos. O objetivo é fornecer orientação técnica e serviços, incluindo coleta de dados e manutenção, desenvolvimento de produtos e gerenciamento de dados geoespaciais. Esta iniciativa vai permitir que clientes internacionais possam desenvolver e aprimorar seus negócios, através de uma gestão eficiente e precisa da informação geográfica.
Segundo informações da Agência, durante a última década tem havido uma compreensão global do significado da informação geoespacial por governos e empresas. No entanto, a qualidade, precisão e a utilização dos dados geoespaciais varia em cada país. O reconhecimento mundial da importância da informação geográfica resultou em maior demanda de clientes em agências nacionais de cartografia, para coletar e manter dados de localização precisos.
A nova organização Ordnance Survey International será liderada por Steven Ramage, ex-diretor executivo do Consórcio Geoespacial Aberto (OGC), organismo global que desenvolve padrões geoespaciais abertos. Mais informações sobre a iniciativa serão divulgadas em setembro.
Fonte: MundoGEO

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Cartografia social: Os povos brasileiros no mapa

 

Tradicionalmente, os censos brasileiros realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) classificam a população dentro de cinco categorias étnicas: brancos, pardos, negros, índios e amarelos. É claro que essa metodologia, cujas bases foram introduzidas no país ainda no século 18, tem sua utilidade, mas está longe de refletir a grande diversidade de nosso povo.
A aplicação de uma cartografia social, baseada no conhecimento das muitas comunidades tradicionais espalhadas pelo território nacional, pretende expressar exatamente essa diversidade. Ao dar aos próprios membros desses grupos o poder do mapeamento de seus territórios, a abordagem os coloca no papel de protagonistas de sua própria identidade. Os mapas dessa nova cartografia refletem o entendimento dessas pessoas sobre o próprio território e a relação de sua cultura com esse espaço.
Os mapas dessa nova cartografia refletem o entendimento das pessoas sobre o próprio território e a relação de sua cultura com esse espaço. O principal trabalho desse tipo realizado no Brasil, o Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia, foi apresentado na terça-feira (24) pelo antropólogo Alfredo Wagner Berno de Almeida, da Universidade do Estado do Amazonas, em palestra promovida pelo Instituto Ciência Hoje na 64ª Reunião Anual da SBPC.
O pesquisador mostrou alguns dos materiais produzidos pelo projeto, que tem atuado em parceria com comunidades tradicionais – quilombolas, pescadores, ribeirinhos, quebradeiras de coco babaçu, cipozeiros, entre outras – espalhadas pela maioria dos estados brasileiros. O trabalho já gerou cerca de 150 fascículos com mapas sobre diferentes comunidades, além de 15 filmes, 30 livros e 13 exposições.
Almeida vê a cartografia social como um recurso para auxiliar e dar mais precisão ao discurso da etnografia e da antropologia. Suas principais preocupações passam tanto pela compreensão do patrimônio cultural desses povos quanto pela forma como essas pessoas definem suas próprias identidades e territórios.
“O antropólogo Benedict Anderson inclui o mapa, o censo e o museu como três das principais bases para a ideia de nação, ao materializar o território, sua população e sua respectiva cultura”, citou Almeida. “Hoje, o Estado perdeu o monopólio desse mapeamento e temos a oportunidade de promover uma reconstrução dessa nação, de forma menos monolítica, mais complexa e socialmente mais inclusiva, capaz de refletir melhor a diversidade existente.”
Conheçam-se a si mesmos
A criação de todo esse material conta com a participação intensa e decisiva das próprias comunidades mapeadas. Os pesquisadores ensinam a membros escolhidos pela comunidade noções básicas de legislação ambiental e da utilização de GPS e ArcGIS (programa de computador utilizado para produção de mapas). É esse grupo de parceiros que decide o que será mapeado, de acordo com aquilo que sua própria cultura e tradição consideram relevante.
O mapeamento é realizado por eles mesmos, assim como a produção de fotos e vídeos. Os mapas elaborados são, então, aprovados pelas comunidades, que também escolhem as colorações e os ícones personalizados que melhor representem sua visão do território. Um detalhe: segundo Almeida, o mapeamento parte sempre de um convite da comunidade para entender melhor questões locais, nunca é imposto.
O antropólogo destacou que o projeto traz benefícios para as comunidades tanto em aspectos identitários quanto em novas possibilidades para enfrentar a pobreza. “A elaboração desses mapas é uma valorização inédita do conhecimento e da cultura desses grupos e uma prova de que é possível formar bons pesquisadores fora dos grandes centros”, avaliou. “Isso poderá contribuir para modificar a própria comunidade científica nacional e representa uma aplicação do saber tradicional como ferramenta para superar a pobreza.”
“É uma valorização inédita do conhecimento e da cultura desses grupos e uma prova de que é possível formar bons pesquisadores fora dos grandes centros”. Para Almeida, o Brasil está passando por uma transição na valorização das culturas tradicionais. “Ao mesmo tempo em que o governo federal reconhece os povos e comunidades tradicionais, associados ao desenvolvimento sustentável e a uma expectativa de direito territorial, uma portaria publicada neste mês desrespeita diretamente os mesmo direitos territoriais dos indígenas.”
O pesquisador deixou claro que o projeto não pretende ser uma resposta final a essas questões e muito menos um modelo a ser aplicado indefinidamente no Brasil. “Na verdade, nossa iniciativa é um exercício que tem levantado mais indagações do que respostas, mas que tem papel relevante ao promover a problematização da questão territorial e cultural desses grupos”, avaliou.
A diversidade na prática
A questão da territorialidade é aguda em todo o país e envolve mais do que o espaço físico, mas os modos de viver e entender território inerentes a diversas culturas. “Por exemplo, recentemente, comunidades de ribeirinhos do rio Japeri, na região amazônica, perderam sua classificação como pescadores artesanais por também se dedicarem à caça e ao extrativismo; só os pescadores comerciais mantiveram sua autorização para pesca”, pontuou. “Trata-se de uma clara confusão entre identidade e atividade econômica, que descredenciou aqueles que detinham o conhecimento local e afetou a biodiversidade da região.”
A questão torna-se ainda mais complexa pela dificuldade de se estabelecer uma definição para a identidade desses grupos tradicionais. Os povos faxinais, por exemplo, que ocupam o sul do Brasil, são uma mistura de ucranianos, poloneses, italianos, índios e quilombolas que não compartilham a mesma língua e não têm as mesmas crenças, mas enxergam a si mesmos como um povo único. “É preciso entender o critério que liga as pessoas em cada um desses grupos, como são estabelecidos os laços das próprias comunidades”, avaliou.
É preciso entender o critério que liga as pessoas, como são estabelecidos os laços das próprias comunidades. Outros exemplos interessantes são os cerca de 196 mil pomeranos do Brasil, um povo que não existe mais nem em seu continente de origem, a Europa, e a reivindicação da identidade indígena kuntanawa feita por um grupo de seringueiros do Acre. “A formação das identidades dos grupos tradicionais e seus aspectos territoriais são questões complexas e sujeitas a mudanças”, reafirmou. “Por isso, um mapeamento como esse é rico e pode ajudar, inclusive, no estabelecimento de políticas públicas em estados como o próprio Maranhão, que tem o pior Índice de Desenvolvimento Humano do país”, concluiu.
Fonte: http://www.geodireito.com/?p=5262

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Turismo virtual na Amazônia


         Desde o início da semana é possível explorar as paisagens da Amazônia através do Google Street View. No dia 19/3 o Google divulgou um vídeo mostrando como foram feitas as imagens na região.
            Segundo uma funcionária do Google, Karin Tuxen-Bettman, o projeto teve início há dois anos e o objetivo é “levar as pessoas conectadas na internet em todo o mundo à Amazônia, para ver a beleza da floresta e a beleza do rio por si próprias”.
Além da floresta e do rio Negro, há também imagens de Tumbira, uma das comunidades da região.

Vista do rio Negro, na Amazônia (Jorge Araújo/Folhapress)
             Outros locais do Brasil já foram explorados pelo Google Street View, como Ouro Preto (MG), São Paulo e Rio de Janeiro.
          O projeto também permite realizar visitas virtuais em diversos museus pelo mundo. É possível conhecer, por exemplo, o acervo do museu Reina Sofia, em Madri, e a National Gallery, em Londres.

O planeta Terra visto lá de cima



              Se você não tem dinheiro ou pique para fazer turismo espacial, pode ter uma palhinha assistindo ao vídeo acima que mostra a Terra vista a 40 mil km de distância.
               As imagens são em “timelapse”, feitas a partir do satélite Eletro-L, que cria uma fotografia de 121 megapixel a cada 30 minutos. Acima, a luz infravermelha aparece laranja e mostra a vegetação.

Mais aqui.

Os lugares mais fotografados do mundo


             Brasil, EUA, França, Japão. Esses são alguns dos lugares mais fotografados no planeta –pelo menos segundo uma identificação feita por uma empresa de tecnologia (Bluemoon, da Estônia) utilizando o site Panoramio, que compartilha fotos de lugares em seu portal.

         
           O “print screen” acima indica com cores os destinos mais ou menos fotografados. Em amarelo estão os mais clicados, e estão inclusos aí a Europa e até parte do Brasil.
          Na cor rosa estão os que tem captação de imagem (e seu devido compartilhamento) mediana. Já aqueles em lilás indicam os de baixa incidência.

                Você pode conferir o mapa com mais detalhes clicando aqui.

Inpe lança plataforma de monitoramento de desastres ambientais


Para o monitoramento e análise de desastres naturais, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) lança o TerraMA2, uma plataforma computacional aberta a qualquer usuário interessado em desenvolver seu próprio sistema operacional de riscos ambientais.
Workshop de Lan%C3%A7amento TerraMA2 INPE Inpe lança plataforma de monitoramento de desastres ambientais
Tendo como base o TerraMA2, é possível monitorar qualquer ocorrência a partir de informações disponíveis na internet. Podem ser utilizados dados provenientes de satélites e radares meteorológicos ou ainda modelos de previsões numéricas. Também servem dados de pontos fixos como plataformas de coleta de dados (PCD), sondas, boias, estações e instrumentos geotécnicos.

O usuário pode acompanhar desde incêndios florestais, deslizamentos, enchentes e estiagens, até interrupções na rede de energia por raios e movimentos de marés com ressacas em regiões portuárias, entre outras situações de risco.
Para isso, a plataforma integra serviços geográficos e modelagem, através do acesso em tempo real a dados meteorológicos, climáticos, atmosféricos, hidrológicos, geotécnicos, demográficos, etc. A possibilidade de reunir diferentes bases de informações permite que o TerraMA2 seja usado como plataforma para o monitoramento de ocorrências de vários tipos, como abalos sísmicos, descargas elétricas e até epidemias e homicídios.
Nova versão da plataforma antes chamada de Sismaden, o TerraMA2 é mais um resultado de 25 anos de pesquisa e desenvolvimento do Inpe, com base em inovação, na área de geotecnologias estratégicas. Criador do Spring, o software livre de informação geográfica mais utilizado no Brasil, e de ferramentas como TerraLib, TerraView, TerraAmazon e TerraME, o Instituto desenvolveu o TerraMA2 para atender a uma demanda crescente de aplicações de monitoramento, análise e alerta em diversas áreas.
Webinar TerraMa Inpe MundoGEO Inpe lança plataforma de monitoramento de desastres ambientais




sexta-feira, 6 de julho de 2012

IBGE lança Mapas Municipais Estatísticos do Censo 2010

O IBGE divulgou em 27/06 os Mapas Municipais Estatísticos do Censo Demográfico 2010. A finalidade dos mapas é representar o conjunto de setores censitários urbanos e rurais para cada município brasileiro, além dos limites municipais, distritais e de perímetros urbanos. Eles podem ser utilizados em estudos e projetos  governamentais, referenciamento e dimensionamento de obras públicas e privadas, estudos de evolução de surtos e endemias, de comunicação e de aspectos físicos e culturais da paisagem. Os arquivos estão disponíveis em formato pdf na página ftp://geoftp.ibge.gov.br/mapas_estatisticos/censo_2010/mapa_municipal_estatistico/.
Os Mapas Municipais Estatísticos foram elaborados por um sistema de mapeamento desenvolvido  especialmente para essa finalidade, que gerencia toda a produção da base territorial a partir da conversão das cartas topográficas de mapeamento em diversas escalas cartográficas, atualizados com imagens orbitais. Os arquivos apresentam os limites e numeração de setores censitários e distritos, informações de cursos de água, localidades e vias de transporte, e dados marginais importantes para a localização geográfica do município no contexto do território nacional. As informações foram atualizadas na fase da pré-coleta do censo demográfico 2010.
Fonte: IBGE

Por que o GPS vai ser indispensável na sua vida?

 
Como a geolocalização pode mudar a forma como utilizamos o GPS?

Os aparelhos GPS vêm conquistando cada vez mais as pessoas, independente da área em que trabalham. Se você nunca usou um destes aparelhos, já deve ter ouvido falar neles. Como a maioria das tecnologias, o sistema de GPS sofreu mudanças e atualizações desde o seu lançamento, em 1973. E a evolução não para.
Não há como negar que um aparelho GPS pode salvar o usuário de situações desagradáveis, como ficar perdido em uma cidade totalmente desconhecida. No entanto, o sistema de posicionamento global pode ser usado para muitas outras atividades além daquela para a qual foi inicialmente criado.
Uma prova disso são os aplicativos que fazem uso de geolocalização. Com eles o usuário pode saber tudo o que está acontecendo à sua volta sem ter que necessariamente sair de casa. A utilização da geolocalização ainda está tímida, mas vem crescendo, e muito, nos últimos tempos.

Aplicativo fazendo uso da geolocalização


Pensando nas diversas aplicações que o sistema de GPS pode ter é difícil imaginar que no futuro ele não estará ainda mais presente no cotidiano das pessoas. Cada dia mais e mais aparelhos com receptores GPS surgem no mercado, sempre trazendo alguma aplicação inovadora.
Já que a tendência é que grande parte das aplicações façam uso da geolocalização de alguma forma, que tal conhecer um pouco mais sobre essa tecnologia, os aplicativos que já existem no mercado e o que esperar para o futuro?


Mas primeiro


Falar sobre geolocalização e GPS é muito legal, mas pode ficar ainda mais interessante se você souber como funciona o sistema de posicionamento global e também qual a diferença entre GPS e geolocalização.


Como funciona o GPS?


O GPS (Global Positioning System - Sistema de Posicionamento Global) é um aparelho que teve sua origem no Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Sua função é a de identificar a localização de um aparelho chamado de receptor GPS, que nada mais é do que um aparelho que mostra sua posição em terra.
Os sistemas de posicionamento global usam a triangulação para determinar a localização de um receptor em terra. A animação abaixo ajuda a entender um pouco melhor como isso funciona.

Um quarto satélite é necessário para determinar a altitude em que o usuário se encontra. Nem todos os receptores GPS exibem esta informação, mas ela é sempre calculada e enviada para o aparelho.


A geolocalização

Você está aqui!O sistema de geolocalização permite que, a partir de um computador que esteja conectado à internet, os aplicativos e serviços saibam a localização geográfica dos usuários.
Essa geolocalização geralmente funciona com a identificação do IP da máquina, que é capaz de informar o país, a cidade e o horário atual de onde você está.
A geolocalização também pode ser utilizada com dados a partir de um endereço MAC, RFID (identificação de radiofrequência), conexão sem fio e coordenadas de um GPS. Vários smartphones utilizam o GPS integrado para enviar as informações de localização.


Prosseguindo


Agora que você já sabe como funciona o sistema GPS e também o que é a geolocalização, que tal conhecer um pouco melhor os aplicativos que fazem uso dessas tecnologias? Confira como a interação entre as pessoas pode ser extremamente útil em algumas situações.


Onde estou?


Existem diversas opções de serviços que permitem ao usuário postar sua localização em redes sociais. Além de dizerem em que canto do mundo você se encontra, essas aplicações são uma verdadeira mão na roda para quem está em um país ou uma cidade que não conhece muito bem.
Onde estou?
Isso porque os usuários que fazem uso desses serviços podem inserir as mais diversas informações a respeito dos pontos turísticos, bares, restaurantes e outros lugares interessantes para se conhecer nas cidades. Além de mensagens, as pessoas também podem postar fotos do lugar.
Não há como negar que pode ser um pouco estranho aceitar sugestões de lugares para visitar dadas por estranhos. Porém, a ideia é justamente fazer com que os próprios usuários insiram o conteúdo dos serviços deste tipo.

O pioneiro e seus sucessores

Foursquare foi, talvez, um dos primeiros serviços online de geolocalização que fez sucesso entre os usuários. A ideia principal do Foursquare é permitir que seus amigos vejam onde você está e enviem sugestões de lugares próximos que podem ser visitados.


terça-feira, 19 de junho de 2012

EXCURSÃO VIRTUAL - CPRM


                                                                                   
Olá pesquisadores!

O site do CPRM está disponibilizando a excursão virtual de alguns pontos turísticos. A excursão virtual na Pedra da Gávea é uma delas. 



INTRODUÇÃO


O Serviço Geológico do Brasil - CPRM tem procurado ampliar a interação com vários segmentos da sociedade, diversificando o universo de usuários dos seus produtos geológicos.

Exatamente por abrigar uma das mais diversificadas paisagens, com monumentos e riquezas naturais que se destacam pela imponência e beleza cênica, o território brasileiro oferece uma gama de atrativos ecoturísticos 
adequado a prática de várias atividades. 

                                      
Disponível no site Baixaki e postado no blog Salageo.tk



Nesse quadro, têm sido elaboradas "excursões virtuais" visando mostrar, ao longo de um determinado roteiro, as peculiaridades geológicas que o tornam especialmente interessante, quer do ponto de vista técnico-científico, como também sob o aspecto turístico quando este se torna relevante diante da importância dos parâmetros geológicos envolvidos.

Nesse sentido, a excursão virtual tem como intuito principal a disseminação do conhecimento básico de geologia, informações geoambientais e geo-históricas para profissionais e cidadãos em geral.

Como as rochas graníticas, gnáissicas e migmatíticas do Rio de Janeiro se alteram de forma diferenciada devido às suas estruturas, ao intenso tectonismo a que foram submetidas e às condições climáticas, as paisagens são variadas e de grande beleza cênica.

Nesse cenário, localizada entre as praias da Barra da Tijuca e São Conrado, se destaca a Pedra da Gávea, com seus 844 metros de altitude. Esse monumento geológico é parte integrante de um conjunto de montanhas – O Maciço da Tijuca – situado nos limites do Parque Nacional da Tijuca e sob proteção do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis – IBAMA.

Trata-se de um dos cartões postais mais bonitos da cidade e a paisagem que se descortina do topo mostra a imensidão do mar e a beleza da topografia do Rio de Janeiro. O que se vê é a cidade quase toda aos nossos pés - desde a Baía da Guanabara, toda a zona sul, Centro, Região Serrana, Niterói, Barra, Baixada de Jacarepaguá, e em dias mais claros até a Baía de Sepetiba.

O rochedo tem esse nome porque visto de longe lembra a gávea das caravelas ou galeões antigos. A gávea é uma plataforma no alto de um grande mastro que permitia a um marinheiro observar à distância. Ao contrário do que acontece em quase todas as elevações do Rio de Janeiro, a Pedra da Gávea apresenta um topo plano em lugar das formas de pirâmides, morros arredondados e picos roliços e aguçados do tipo pão-de-açúcar comuns na paisagem do Rio.

Esse monumento é formado por tipos de rocha de resistências diferentes ao intemperismo: um mais sensível, o gnaisse e o outro mais resistente, o granito que na forma de uma soleira cobre o topo da montanha

Tais rochas foram formadas no mínimo há 500 milhões de anos e, posteriormente deformadas por falhas e dobras no interior da crosta terrestre. Depois de um constante e incansável trabalho de erosão na crosta é que esse maciço aflorou na superfície.


Acessado: 19.06.2012

PROJETO GEOPARQUES



Propostas de geoparques avaliadas, em avaliação e programadas
 

Conceito de Geoparque

A geologia e a paisagem influenciaram profundamente a sociedade, a civilização e a diversidade cultural de nosso planeta, mas até poucos anos atrás não havia o reconhecimento internacional do patrimônio geológico de importância nacional ou regional e não havia especificamente uma convenção internacional sobre o patrimônio geológico. A iniciativa da Unesco de apoiar a criação de geoparques responde à forte demanda expressa por muitos países através de uma rede global no sentido de aumentar o valor do patrimônio da Terra, suas paisagens e formações geológicas, que também são testemunhas-chave da história da vida.

Geoparque (ou geopark, em inglês) é uma marca atribuída pela Rede Global de Geoparques sob os auspícios da Unesco a uma área onde sítios do patrimônio geológico representam parte de um conceito holístico de proteção, educação e desenvolvimento sustentável. Um geoparque deve gerar atividade econômica, notadamente através do turismo, e envolve um número de sítios geológicos de importância científica, raridade ou beleza, incluindo formas de relevo e suas paisagens. Aspectos arqueológicos, ecológicos, históricos ou culturais podem representar importantes componentes de um geoparque.


Geograficamente, um geoparque representa uma área suficientemente grande e limites bem definidos para servir ao desenvolvimento econômico local, no entanto um geoparque não é uma unidade de conservação, nem é uma nova categoria de área protegida. A ausência de um enquadramento legal de um geoparque é a razão do sucesso dessa iniciativa em nível mundial.

Em suma, um geoparque no conceito da Unesco deve:

preservar o patrimônio geológico para futuras gerações (geoconservação);

educar e ensinar o grande público sobre temas geológicos e ambientais e prover meios de pesquisa para as geociências;

assegurar o desenvolvimento sustentável através do geoturismo, reforçando a identificação da população com sua região, promovendo o respeito ao meio ambiente e estimulando a atividade socioeconômica com a criação de empreendimentos locais, pequenos negócios, indústrias de hospedagem e novos empregos.

Gerar novas fontes de renda para a população local e a atrair capital privado.

[...]


O Projeto Geoparques

O Projeto Geoparques, criado pelo Serviço Geológico do Brasil - CPRM em 2006, tem um importante papel indutor na criação de geoparques no Brasil, uma vez que esse projeto tem como premissa básica a identificação, levantamento, descrição, inventário, diagnóstico e ampla divulgação de áreas com potencial para futuros geoparques no território nacional.

[...]

A iniciativa de apresentar propostas de geoparques tem tido uma excelente receptividade nos meios acadêmicos; órgãos governamentais de âmbitos federal, estadual e municipal; iniciativa privada; bem como nas populações locais. Esses aspectos levam a prever que certamente teremos em futuro próximo a implantação de novos geoparques no Brasil.

Fonte: http://www.cprm.gov.br/      - Geoecoturismo/Geoparques
Acesso: 19/06/2012

Atlas Brasileiro de Desastres Naturais


O Atlas Brasileiro de Desastres Naturais é um produto de pesquisa resultado do acordo de cooperação entre a Secretaria Nacional de Defesa Civil e o Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres da Universidade Federal de Santa Catarina.


A pesquisa teve por objetivo compilar e disponibilizar informações sobre os registros de desastres ocorridos em todo o território nacional nos últimos 20 anos (1991 a 2010), por meio da publicação de 26 Volumes Estaduais e um Volume Brasil.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

As contribuições das geotecnologias à atividade turística


Esta pesquisa aborda questões pertinentes à aplicação das geotecnologias no Turismo. O conteúdo completo está neste linkhttp://www1.pucminas.br/documentos/geografia_28_nota02.pdf?PHPSESSID=8d0703a6d1398f8c5855a30b527e7aeb


As contribuições das geotecnologias à atividade turística

Letícia Antunes Resende¹
Herbe Xavier²




            Pode-se considerar que o turismo é, antes de tudo, uma experiência geográfica, pois a atividade se desenvolve por meio dos elementos dos espaços geográficos, num movimento de constantes interações entre o homem e a natureza, em que são utilizados a paisagem e o mundo vivido da comunidade receptora como atrativos turísticos, os equipamentos urbanos como infraestrutura e a prestação de serviços públicos  como serviços de apoio, que, somados, compõem a oferta turística (JESUS, 2004).
           Os estudos do fenômeno turístico apoiados nas ciências geográficas e cartográficas, bem como na ciência da informação, podem transformar o modo de se comunicar e planejar o turismo tanto para as comunidades autóctones, quanto para  os turistas – questão negligenciada na maioria dos estudos sobre a atividade.

Rezende, L. A.; Xavier, H. Caderno de Geografia, Belo Horizonte, v. 18, n. 29, p. 137- 144, 2º sem. 2008

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O verde, a Copa e a RIO+20


O verde, a Copa e a RIO+20




A Copa de 2014 e a Rio+20 darão ao Brasil a oportunidade de assumir o protagonismo sobre um tema que ainda patina na agenda dos principais governos: a questão ambiental.
Além do legado material, os eventos permitem ao país instituir uma filosofia de desenvolvimento na qual a preservação de recursos naturais e da biodiversidade sejam compromissos essenciais.
Na Alemanha, sede da copa de 2006, a pauta sobre sustentabilidade foi adotada de forma organizada, a partir do programa Green Goal, que coordenou as medidas para o uso racional da água, redução e reciclagem de lixo. Pela primeira vez na história do torneio, a emissão adicional de gases causadores do efeito estufa foi compensada.
Na África do Sul, sede da última Copa do Mundo, o tema também foi trabalhado, com esforços concentrados em Cape Town, com ações de sensibilização da sociedade.
No Brasil, é convergente o interesse do governo, da iniciativa privada e da sociedade civil em aproveitar os exemplos para construir uma Copa Verde. A Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, será um passo importante para direcionar uma década que almeja ter o meio ambiente como árbitro do desenvolvimento econômico e social global.
Para o planejamento turístico nacional, o momento não poderia ser mais oportuno.
No encontro, uma grande ação dos ministérios do Turismo e do Meio Ambiente dará visibilidade ao papel brasileiro na campanha global Passaporte Verde. Ela estimula o turista a adotar um consumo responsável, mostrando de que forma as escolhas podem contribuir para a conservação ambiental e a qualidade de vida nos destinos visitados.
As principais iniciativas do ministério estão alinhadas para favorecer a diversidade natural enquanto atração turística. Para brasileiros e visitantes, o sucesso da Copa 2014 será avaliada também, a partir da dimensão e do valor dado ao conceito de sustentabilidade.
O aproveitamento dessa estratégia está presente no projeto Fomento ao Turismo nos Parques e Entorno. Ele promove a aproximação entre a cadeia produtiva e os gestores locais na chapada dos Veadeiros (GO), serra dos Órgãos (RJ), Aparados da Serra (RS e SC), Anavilhanas (AM) e Fernando de Noronha (PE).
Painéis de informações turísticas, mapas e um relatório com boas práticas em sustentabilidade são os produtos finais da iniciativa, que serão levados e aplicados às 12 sedes da Copa 2014 – os “Parques da Copa”.
Os “negócios verdes” terão prioridades. Parceria entre o ministério do Turismo e o BNDES, dentro da linha Procopa Turismo, garante à hotelaria créditos especiais, com prazos e juros reduzidos, para a reforma e construção de empreendimentos com preocupação ambiental.
Com a expectativa de recebermos 600 mil turistas de outros países e 3 milhões de viagens domésticas somente durante a Copa do Mundo, precisamos, sim, de uma trabalho acelerado em infraestrutura, sinalização, estradas, aeroportos e serviços. Mas o meio ambiente é tema transversal em todas as iniciativas. O Brasil será cobrado e estaremos prontos para servir de exemplo.


GASTÃO VIEIRA


Fonte: Folha de São Paulo


A ONU criou previsões sobre as Geotecnologias para 5 a 10 anos

Pesquisadores que se interessam pelas Geotecnologias, encontrei esta reportagem num Blog que fala sobre este assunto e achei pertinente publicar aqui. 




Em outubro de 2011 a ONU (Organização das Nações Unidas) juntou alguns dos mais brilhantes pesquisadores na área de Geotecnologias para discutirem e apontarem os caminhos que serão o futuro para nossa área daqui a 5 a 10 anos. O interesse era saber como essas novidades se relacionariam com o desenvolvimento humano, levando em consideração crescimento econômico, sustentabilidade ambiental, gestão de desastres, bem-estar social e outras coisas. 

As discussões se prolongaram pelo GWF (Geospatial World Forum) e só terão fechamento em 2013, mas algumas coisas já ficaram elencadas como futuristas. Na verdade não sei até que ponto isso ainda pode ser considerado como futuro, pois muitas delas já estão implantadas e com funcionamento a todo vapor. 

Na primeira parte do dialogo ficou explicito que a localização é um componente vital da tomada de decisão eficaz e que novas formas de obtenção de dados invadirão o mercado como é o caso dasVANTs. O que eu achei bem colocado foi a impregnação da informação geográfica em todos os níveis de governo (Gov 2.0) e até mesmo na vida dos cidadãos comuns quase em tempo real como é o caso dos nanosensores que não foram mencionados. 
Para isso funcionar bem, será preciso uma nova forma de armazenagem e distribuição da informação e nesse ponto foi mencionada a tecnologia de Nuvens, facilitando a integração dos dados pela própria web (GeoWEB)* e isso exigirá padronização. Como tudo ficará muito mais rápido e integrado, os notáveis perceberam que a demanda por informações em 3D e 4D também será maior. Nesse ponto, acho que eles já estão atrasados, pois hoje já começa-se a falar em informações em 5D.

Não poderia ficar de fora da conversa as questões de liberdade e aprisionamento dos dados e informações, mas me pareceu que a grande tendência será mesmo os dados livres e gratuitos e que o mercado aceita bem as soluções desenvolvidas pela coletividade. Lembro que queríamos mapear o Brasil com nossas próprias mãos por que o governo não fazia nada… Quem sabe isso daqui uns 5 anos não acontece… É claro que legislações e políticas serão envolvidas nesse jogo também. 

Pra finalizar esse 1° round algumas pontuações: 
As mídias sociais estarão em alta na recepção de informações geoespaciais;
O processo educacional precisará se adequar para a formação de indivíduos que saibam usar a informação geoespacial;
Sensores de baixo custo irão se proliferar;
Infraestruturas de Dados Espaciais e Metadados serão cada vez mais importantes;
Software livre e open source vão continuar a crescer como alternativas viáveis;
A informação geoespacial se tornará tão fundamental como energia elétrica;
GNSS será muito mais significativo e preciso e será amplamente utilizável;
Privacidade continuará a ser um grande campo de batalha;
Teremos que reciclar nossos profissionais;
A comunidade participara ativamente nos processos de mapeamento e informação;
O Governo será mais organizador e menos produtor dos processos geoespaciais;
Não haverá mais de 10 fornecedores mundiais de serviços de informação geoespacial do mundo; 


Fonte: Reportagem do blog do Sadeckgeo - Publicado por: sadeckgeo | junho 4, 2012 http://geotecnologias.wordpress.com/2012/06/04/onu-faz-previsao-para-5-a-10-anos-sobre-geotecnologias/