quinta-feira, 31 de janeiro de 2013


IBGE disponibiliza dados de solo e recursos minerais da Amazônia Legal



Complementando o acervo do Banco de Dados e Informações Ambientais (BDIA) sobre os recursos naturais da Amazônia Legal (AM Legal), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) torna público as informações gráficas e alfanuméricas atualizadas de geologia e solos dessa região, cuja área (5.016.136,3 km2) ocupa cerca de 59% do território brasileiro.
As informações, apresentadas com um nível de detalhe compatível com a escala 1:250:000, foram obtidas a partir de imagens de sensores orbitais – em especial do Landsat (conforme as datas mostradas no cartograma) – , de trabalhos de campo e de estudos realizados por uma equipe multidisciplinar com vasta experiência no mapeamento e sistematização de informações ambientais sobre o país. O BDIA da AM Legal até agora continha os dados de vegetação e relevo da região, disponibilizados, respectivamente, em 2008 e 2009.
As informações estão estruturadas em banco de dados visando à sua utilização em sistemas de informações geográficas, que permitem a criação de novos produtos, derivados a partir do cruzamento de dados, e a possibilidade de contribuir para ações de ordenamento territorial, preservação ambiental e desenvolvimento sustentável.
Na Amazônia Legal vivem em torno de 24 milhões de pessoas, segundo o Censo 2010, distribuídas em 775 municípios, nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins (98% da área do estado), Maranhão (79%) e Goiás (0,8%). Além de conter 20% do bioma cerrado, a região abriga todo o bioma Amazônia – o mais extenso dos biomas brasileiros, que corresponde a 1/3 das florestas tropicais úmidas do planeta -, detém a mais elevada biodiversidade, o maior banco genético e 1/5 da disponibilidade mundial de água potável.
produto e demais informações do Banco de Dados da Amazônia Legal está disponível para download, contendo arquivos no formato shape file com banco de dados associado (gráfico e alfanumérico) e documentação. Para ver as conclusões do IBGE sobre os dados de geologia e pedologia, acesse a página do Instituto.
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IBGE traz informações do solo e dos recursos minerais a Banco de Dados da Amazônia Legal. Imagem: IBGE



Fonte: MundoGeo

"A CARTOGRAFIA APLICADA AO PLANEJAMENTO DO TURISMO"


Prezados leitores,


Este artigo descreve a importância da Cartografia para o planejamento turístico. 


A CARTOGRAFIA APLICADA AO PLANEJAMENTO DO TURISMO

Ivanilton José de Oliveira

Resumo



A cartografia é uma forma de comunicação que tem atuado na instrumentação do turismo praticamente desde o seu surgimento como atividade econômica. E assim como outras formas de comunicação com o turista, como os folhetos de divulgação e placas informativas que são disponibilizados nos espaços turísticos, os mapas devem orientar as pessoas na localização dos objetos e lugares de seu interesse. Em especial nas tarefas de planejamento e gestão do turismo, a cartografia pode constituir um instrumental extremamente útil nas etapas de diagnóstico, de implementação e de avaliação de uma atividade turística. Contudo, a linguagem cartográfica tem uma série de especificidades que devem ser conhecidas por quem deseja utilizá-la. Este artigo pretende contribuir com a discussão sobre as relações entre a cartografia e o turismo, a partir da abordagem das características inerentes à linguagem cartográfica e que devem orientar a construção de mapas temáticos voltados para o planejamento do turismo.


Texto completo: PDF 


Fonte:http://www.revistas.ufg.br/index.php/bgg/article/view/4109

Novo sistema do Inpe reduz em 60% a margem de erro nas previsões de tempo




Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/Inpe) aumentou em até 60% o acerto na previsão meteorológica para o período de 24 horas. Com seu novo sistema de assimilação de dados, o centro reduziu a média da margem de erro nas previsões de 1,4 para 0,6 grau Celsius.
O avanço se deve à ampliação da capacidade de processamento de observações meteorológicas, de dezenas de milhares para milhões, principalmente em função de dados provenientes de satélites. O sistema passou a ser utilizado neste mês, após aproximadamente um ano em teste. O aprimoramento na performance do serviço é fruto de uma parceria com instituições e pesquisadores norte-americanos.
O centro do Inpe, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), trabalha com novas ferramentas desde a aquisição, em 2010, de um supercomputador para previsão do tempo, batizado de Tupã. O equipamento – adquirido com recursos do ministério e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) – é um modelo XT6 da empresa norte-americana Cray Inc., vencedora da licitação internacional, capaz de realizar 258 trilhões de cálculos por segundo. Está entre os mais rápidos do mundo na área.
O coordenador do Grupo de Desenvolvimento em Assimilação de Dados (GDAD) do CPTEC, Luís Gustavo de Gonçalves, explica que o Tupã permitiu o aumento da capacidade de inserção dos dados no sistema de assimilação. O supercomputador possibilitou a implantação da nova técnica de assimilação que permite a utilização de dados de satélites, além dos convencionais, em que a coleta de informações usa instrumentos instalados em boias, navios, aviões e estações de superfície terrestre, que permitem a medição de variáveis como vento, temperatura, umidade e pressão atmosférica.
Parceria
Segundo o meteorologista, o programa, que faz a combinação dos dados, é resultado de um esforço iniciado por meio da parceria com a Agência Espacial Norte-Americana (Nasa, na sigla em inglês) e o Centro Operacional de Previsão dos Estados Unidos (NCEP) para aprimorar a previsão do tempo. “É uma técnica que trouxemos e implementamos no Brasil. Só foi possível com a vinda do Tupã, quando aumentamos a capacidade de processamento”, afirma.
“Para que essa técnica de assimilação de dados variacional tridimensional ou mais comumente chamada de 3DVar pudesse ser instalada em nossos sistemas operacionais, foi feita a parceria com pesquisadores norte-americanos para a implementação do Gridpoint Statistical Interpolation [GSI], que permite utilizar o 3DVar em nossos modelos operacionais”, acrescenta.
O meteorologista do CPTEC avalia que a utilização somente dos dados convencionais passou a ser insuficiente para atender a demanda da sociedade, que exige cada vez mais informações precisas e localizadas. “As pessoas passaram a querer saber se vai chover em localidades específicas numa mesma região, como no seu local de trabalho ou na praia onde pretendem passar o fim de semana”, comenta.
A nova realidade tornou necessário o uso mais sistemático dos dados de satélites. “E o nosso sistema anterior de ingestão ou de assimilação de dados só permitia que usássemos até um determinado limite – e, na sua maioria, dados convencionais”, ressalta. Ele lembra, ainda, que uma das principais características do CPTEC, que o torna referência mundial, é a possibilidade de fornecer previsões para qualquer parte do planeta.
Fonte:MundoGeo

Nasa anuncia lançamento de novo satélite da série Landsat






Nasa anunciou o lançamento de um novo satélite da série Landsat, de observação da Terra. O procedimento irá ocorrer no dia 11 de fevereiro, a partir do estado da California.
landsat Nasa anuncia lançamento de novo satélite da série LandsatO satélite faz parte do programa de continuidade do Landsat, organizado pela Nasa e pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O Landsat é o mais longo programa contínuo de obtenção de dados a partir da observação da Terra.
Chamado de LDCM, o satélite será o oitavo do programa Landsat, que completou 40 anos, sendo usado para gestão de água e energia, monitoramento florestal, planejamento urbano, apoio à desastres, agricultura, meio ambiente, entre outras áreas.
Após o lançamento, o Landsat irá alcançar uma órbita polar, circulando a Terra aproximamente 14 vezes por dia em uma altitude de 705 quilômetros. O satélite será o mais avançado do programa, e conta com dois instrumentos imageadores sendo, um deles, um sensor infravermelho termal.
Fonte: MundoGeo

IPP integra mapeamento do Rio de Janeiro aos dados socioeconômicos
Instituto Pereira Passos (IPP), órgão vinculado à Prefeitura do Rio de Janeiro, tem se dedicado ao tratamento, produção e divulgação de informações estatísticas por meio de mapas, estudos e aplicações baseados em Sistemas de Informações Geográficas (SIG). Para aperfeiçoar a gestão pública com maior agilidade e qualidade das informações e ampliar seu potencial de uso para os diferentes objetivos da Prefeitura, o IPP conta com a parceria de outras instituições municipais e com a expertise da Imagem, empresa especializada em SIG.
No escopo do projeto, a Imagem foi responsável pela implantação da plataforma tecnológica que permite ao IPP coletar, extrair e analisar os dados (tanto em desktops quanto em dispositivos móveis) e distribuir, posteriormente, para todo o governo municipal, gerando um sistema corporativo de geoprocessamento que torna o cadastro de informações muito mais rápido e eficaz.
“Enquanto a Prefeitura terá ganhos significativos na eficiência da tomada de decisões em prol da melhor administração, a população verá o impacto positivo do projeto na melhoria dos serviços prestados pelas entidades municipais”, afirma Luís Arueira, gerente de Geoprocessamento do IPP, ressaltando que “a iniciativa amplia o potencial de oferta e de qualidade dos recursos públicos para segmentos como o de educação, transporte, saúde e habitação, entre outros”.
A manutenção desses dados unifica procedimentos e protocolos de atualização em ambiente de SIG na Web. “Uma informação gerada pelo dado geográfico pode ter efeitos imediatos, tanto para os órgãos de regulação no momento de definir taxas imobiliárias, quanto para os órgãos ambientais ao prevenirem a cidade de enchentes e deslizamentos de terra”, afirma Francisco Oliveira, gerente de Negócios da Imagem.
Em parceria com a Secretaria Municipal de Fazenda (SMF), a Secretaria Municipal de Urbanismo (SMU) e o apoio da Empresa Municipal de Informática (IplanRio), o IPP tem trabalhado também no desenvolvimento do Cadastro Técnico Multifinalitário (CadTec), que trata das informações sobre as diversas partes do território municipal.
A tecnologia SIG adotada no IPP também permite uma série de outras aplicações para facilitar o acesso aos dados do município, sob diversos aspectos:
- Armazém de Dados do Rio de Janeiro: Portal que reúne contribuições não apenas do IPP, mas de toda a comunidade científica que produz estatísticas, mapas, estudos e pesquisas sobre a cidade carioca, além de aplicativos que permitem o acesso direto às bases de dados armazenadas no Instituto.
Banco de Dados Agregado do Rio de Janeiro: Sistema que permite o “cruzamento” de diferentes bases com informações sobre a cidade do Rio de Janeiro, tais como: Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e o Recenseamento Demográfico (Censo). Com essa ferramenta é possível organizar e visualizar os dados, inclusive geograficamente, sob diferentes aspectos, como bairros, áreas de planejamento, regiões administrativas e favelas, entre outros.
- Mapa Digital do Rio de Janeiro: Aplicativo de mapa digital que reúne as principais informações cartográficas e geográficas da cidade do Rio de Janeiro, com destaque para as ortofotos (representações fotográficas de uma região da superfície terrestre), os logradouros (avenidas, ruas e praças) e as escolas, além de permitir a localização por endereços. Sobre essa representação são associadas diversas informações temáticas, dando origem a cada uma das edições dessa série, como o Atlas do Censo 2010 (último realizado no Brasil), o Mapa Turístico e Cultural da Área do Porto Maravilha e o Mapa do Uso do Solo, entre outros
Fonte: MundoGeo