quarta-feira, 8 de agosto de 2012

IBGE facilita download de mapas topográficos do Brasil



O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) disponibilizou em seu site uma versão digital de mapas topográficos do Brasil de forma que o usuário consiga baixá-los mais facilmente. Os dados podem ser utilizados para estudos e estão disponíveis na área de downloads do site do instituto.
O Mapa Índice Digital tem como referência dados do ano de 2011, e traz um conjunto de informações atualizadas relativas ao mapeamento sistemático existente no país, de acordo com o IBGE.
Esta é a quarta edição do Mapa Índice em versão digital desde 2002. Anteriormente, ele só era possível ser obtido pela loja virtual do IBGE ou no Centro de Documentação e Disseminação de Informações (CDDI).
O conteúdo é composto por um conjunto de informações sobre bases cartográficas de referência, permitindo sua recuperação e apresentação tanto para impressão quanto em meio digital. Nesta edição, foram inseridas informações sobre ortofotos  – mosaico de fotos aéreas ortorretificadas -  e modelos digitais de elevação.
O Mapa Índice foi feito para consulta de órgãos governamentais, instituições públicas e privadas, universidades, órgãos de pesquisa e profissionais como engenheiros cartógrafos, geógrafos, geofísicos, estatísticos, planejadores e administradores, bem como professores e estudantes, entre o público geral.
As informações podem ser aplicadas em mapeamento aeronáutico, rodoviário e ferroviário;  legislação de estruturas territoriais, regional e setorial; projetos ambientais; segurança e defesa nacional; estudos e projetos governamentais; projetos de desenvolvimento urbano entre outros.
Para acessar, clique aqui.

Atlas interativo da Amazônia está disponível para consulta



Pesquisadores, estudantes e gestores públicos contam com uma ferramenta a mais para análises ambientais e territoriais na Amazônia Legal. Está disponível para consulta, a partir da última segunda-feira (30), o Atlas Interativo do Macrozoneamento Ecológico-Econômico (MacroZEE) da Amazônia Legal.
O Atlas é um software interativo que permite ao usuário acessar as informações utilizadas na elaboração do MacroZEE da Amazônia Legal, selecionando e cruzando os dados de seu interesse, como as principais atividades produtivas da região, empreendimentos de infraestrutura, áreas protegidas, clima e tipos de solo, entre outras informações.
A ferramenta, que é gratuita, foi desenvolvida pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e elaborada a partir do I3Geo (Interface Integrada para Internet de Ferramentas de Geoprocessamento). Possui interface com todo o catálogo de informações disponíveis no I3Geo do MMZ, de outros órgãos públicos e com os sistemas Google Maps e Google Earth.
Interatividade
“É uma ferramenta interativa com grande potencial de utilização em trabalhos escolares, pesquisas acadêmicas e formulação de políticas públicas”, explica o gerente de Zoneamento Ecológico-Econômico da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Bruno Abe Saber Miguel.
Ele detalha que, para auxiliar os usuários na utilização do Atlas, é possível acessar o próprio documento-base do MacroZEE da Amazônia Legal e, na aba “Ajuda” do Atlas, localizada no canto superior direito da página, existem tutoriais e manuais com instruções de passo a passo para as diversas funcionalidades da ferramenta.
Instrumento de planejamento concebido com o objetivo de assegurar a sustentabilidade do desenvolvimento da região, indicando estratégias produtivas e de gestão ambiental e territorial em conformidade com sua diversidade ecológica, econômica, cultural e social, o MacroZEE da Amazônia Legal foi elaborado em parceria com diversos ministérios e os estados da região, com ampla participação social e instituído pelo decreto federal nº 7.378/2010.
Por fim, o gerente aponta que, além da ferramenta complementar informações para elaboração de pesquisas, estudos e levantamentos, “a divulgação dos dados e informações que integram o MacroZEE da Amazônia Legal atende previsão contida no decreto que o institui e incorpora os princípios e diretrizes presentes na Lei de Acesso à Informação”.

sábado, 4 de agosto de 2012

Brasil domina tecnologia para posicionar satélite em órbita


O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) desenvolveu um subsistema de propulsão para satélite – trata-se de um catalizador movido a hidrazina (derivado químico do petróleo) necessário para mover um satélite em órbita e corrigir o posicionamento. Ao dominar o subsistema de propulsão, o Brasil se torna também independente para criar mecanismo usado na orientação dos foguetes quando ultrapassam a atmosfera.
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, visitou hoje (16) a unidade do Inpe em Cachoeira Paulista, interior de São Paulo, para conhecer o subsistema de propulsão que será usado no satélite de observação Amazônia 1, com lançamento previsto para o próximo ano.
A criação do equipamento é considerada “um salto” tecnológico do Programa Espacial Brasileiro, avalia Heitor Patire Júnior, pesquisador do Inpe e responsável técnico do projeto. “Isso era uma caixinha-preta, precisamos descobrir na raça”, disse ele à Agência Brasil, ao lembrar que atualmente o país precisava comprar pronto o propulsor (como no caso do Brasilsat) ou contar com o desenvolvimento por paceiros (como a China, no caso dos satélites Cbers).
Além do feito tecnológico, o desenvolvimento do propulsor é comemorado como marco industrial em tempo que o governo federal lança medidas para incentivar áreas estratégicas de transformação, como reação à diminuição da produção industrial no país, causada, entre outras razões, pela importação de componentes.
“Nossa indústria ainda não produz 60% dos equipamentos que precisamos para os satélites, mas em cinco anos poderemos chegar a 100% se os investimentos permanecerem”, calcula Patire Júnior, na esperança de que as fontes de financiamento do programa espacial sejam estáveis.
Em 50 anos de existência, a liberação de recursos do programa espacial foi bastante irregular sofrendo com períodos de cortes orçamentários e descontinuidade, o que não estimulou a indústria de base, por exemplo, a tornar-se produtora de liga de alumínio para uso aeronáutico, fundamental para satélites e para os aviões da Embraer. “A indústria vai sobreviver se houver encomenda”.
O desenvolvimento do subsistema de propulsão mobilizou cerca de 50 funcionários do Inpe, responsáveis pela especificação da tecnologia, e mais duas dezenas entre empregados e consultores da empresa Fibraforte, de São José dos Campos (SP), fabricante do equipamento. Além do pessoal contratado diretamente, Heitor Patire Júnior soma mais de uma centena de pessoas que trabalham para os fornecedores da Fibraforte.
A companhia faz parte de um consórcio formado por mais outras duas empresas que há cerca de uma década participam da Plataforma Multimissão (PMM), criada pelo Inpe para servir de base de satélites como o Amazônia-1 e o Lattes. No período, a PMM  investiu aproximadamente R$ 10 milhões no desenvolvimento de peças para os satélites.
Cerca de uma dezena de países tem programas espaciais, e o Brasil é o mais atrasado. Com o desenvolvimento do subsistema de propulsão, o país poderá melhorar a posição no cenário mundial e se aproximar de emergentes, como a China e a Índia.
Dentro do governo, há grande expectativa que a empresa Visiona, criada pela parceria público-privada entre a estatal Telebras e a privatizada Embraer, dê novo impulso ao programa espacial. O modelo foi desenhado pelo próprio ministro Raupp no ano passado, quando presidia a Agência Espacial Brasileira (AEB) para o desenvolvimento do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB).
Conforme acordos internacionais, o Brasil tem até 2014 para lançar o SGB em órbita. Patire Júnior teme que a nova empresa acabe importando muitos componentes e não utilize a expertise do Inpe com o propulsor. “Não podemos ficar na janela, do lado de fora. Qual será o nosso posicionamento ainda não está claro”, salientou.
Fonte: http://www.geodireito.com/?p=5186/ Jornal do Brasil

Vídeo da NASA mostra 40 anos de devastação na Amazônia


A NASA, a agência espacial americana, divulgou um vídeo que registra o intenso desmatamento da Amazônia no estado de Rondônia entre 1975 e 2012. As imagens foram feitas pelos satélites do Landsat, o mais duradouro programa de observação da Terra a partir do espaço, que em 2012 completa 40 anos de existência.
O vídeo mostra um pedaço central do estado de Rondônia pelas lentes dos satélites americanos durante 37 anos. As imagens mostram que o desmatamento na região teve um padrão conhecido como “espinha de peixe”. Esta “espinha” é formada por uma estrada principal e diversas secundárias. O desmatamento avança primeiro ao longo da via principal, a mais antiga, depois pelos novos caminhos que são abertos perpendiculares à estrada original. No vídeo da NASA, a via principal possui 50 quilômetros, e as secundárias, até 4 quilômetros.
Com base nas imagens do Landsat, cientistas avaliam que a taxa de desmatamento da Amazônia entre os anos de 1978 e 1988 foi menor do que se pensava. No entanto, o impacto na biodiversidade foi bem maior. Isso porque o padrão “espinha de peixe” de desmatamento provoca a rápida fragmentação da floresta, isolando as espécies, e cria muito mais bordas entre as áreas desmatadas e a floresta natural, aumentando sua exposição à atividade humana.
 Fonte: Exame

Agência de mapeamento da Grã-Bretanha lança iniciativa global


Geoprocessamento Agência de mapeamento da Grã Bretanha lança iniciativa globalA Ordnance Survey, agência nacional de mapeamento da Grã-Bretanha, desenvolvedora de tecnologia de ponta em informação geográfica, está lançando uma nova organização, para ajudar outros países em todo o mundo a compartilhar e promover o conhecimento em Informação Geográfica (GI, em inglês).
A nova Ordnance Survey International irá, a partir de setembro de 2012, apoiar outras agências nacionais de cartografia e governos. O objetivo é fornecer orientação técnica e serviços, incluindo coleta de dados e manutenção, desenvolvimento de produtos e gerenciamento de dados geoespaciais. Esta iniciativa vai permitir que clientes internacionais possam desenvolver e aprimorar seus negócios, através de uma gestão eficiente e precisa da informação geográfica.
Segundo informações da Agência, durante a última década tem havido uma compreensão global do significado da informação geoespacial por governos e empresas. No entanto, a qualidade, precisão e a utilização dos dados geoespaciais varia em cada país. O reconhecimento mundial da importância da informação geográfica resultou em maior demanda de clientes em agências nacionais de cartografia, para coletar e manter dados de localização precisos.
A nova organização Ordnance Survey International será liderada por Steven Ramage, ex-diretor executivo do Consórcio Geoespacial Aberto (OGC), organismo global que desenvolve padrões geoespaciais abertos. Mais informações sobre a iniciativa serão divulgadas em setembro.
Fonte: MundoGEO